Hoje, há 500 anos… Andrea Palladio
Hoje, há 500 anos, Andrea Palladio chorou pela primeira vez. Com o passar dos anos Palladio transformou-se no arquitecto provavelmente mais celebrado na história da arquitectura. A sua obra, construída nos campos do Venetto, foi reflexo de uma cultura muito própria do seu tempo e do seu lugar, transportando os modelos de uma Roma ideal para a espacialidade da habitação e da cidade. Vicenza, sem Palladio, não seria Vicenza.
Paradoxalmente, apesar de ter falado sempre o dialecto local e de nunca ter deixado de trabalhar na sua região, Palladio é talvez o mais internacional dos arquitectos. O vigor sereno e o controlo formal das suas obras, reinventadas nas páginas do seu tratado I Quattro Libri (Venezia, 1570), foram objecto de visitas e revisitas constantes das inúmeras viagens a Itália, de arquitectos, intelectuais e políticos. A Villa Rotonda, às portas de Vicenza, tornou-se modelo incontornável de toda a arquitectura culta e, consequentemente, de toda a arquitectura popular. Redescobre-se Palladio nas avenidas de Washington, nas ruas da cidade do Porto. Londres, sem Palladio, não seria Londres.
A nossa amiga Dafne, traindo a cronologia, é também ela amante de Palladio e não poderia deixar de assinalar a data redonda do meio milénio com uma pequena lembrança.
Já está disponível o livro de Domingos Tavares que dá sequência à colecção Sebentas de História da Arquitectura Moderna e que nos introduz à vida e obra do arquitecto do Venetto.
Por ocasião deste quinto centenário, terá lugar no próximo dia 3 de Dezembro, pelas 22h00, no Convívio, em Guimarães (Largo da Misericórdia, 7-9), uma conferência de Domingos Tavares sobre a vida e obra de Andrea Palladio.
