19 Maio 2009

Arquitectura à Letra

Ciclo de três debates sobre escrita e livros

20 e 27 de Maio, 3 de Junho
Fnac Santa Catarina, quartas-feiras, 18h15

Segundo várias opiniões, os arquitectos não gostam de ler.
Preferem ver. Será verdade? A história da arquitectura é assinalada por momentos literários inigualáveis. Se os Quattro Libri de Andrea Palladio são um magnífico catálogo de modelos (onde os desenhos dispensam a leitura), o tratado de Alberti é uma peça literária que ensina a construir sem gastar uma imagem. Rem Koolhaas e Aldo Rossi, cada um à sua maneira, entre a Autobiografia Científica e a Nova Iorque Delirante, construíram peças literárias cuja qualidade da escrita se prolongou no alcance disciplinar e efeito cultural das propostas arquitectónicas subjacentes.
Independentemente dos gostos, que há muitos, o livro de arquitectura é um instrumento basilar da cultura contemporânea. Será para servir com mais ou com menos letras? Será necessário forçar os arquitectos a lerem livros de arquitectura? E, se não lêem, como será possível editar?
A Dafne Editora organiza este ciclo de debates para procurar estabelecer um balanço possível sobre a relação entre os arquitectos e as letras que habitam os livros.

20 de Maio: Escrita
Como se pode criar um argumento a partir da arquitectura?
Como é que um arquitecto se transforma em escritor?
Até que ponto essa construção de sentido pode ser partilhada?

Debate com Manuel Mendes, Pedro Bismarck e Pedro Baía.
Seguido de lançamento do livro Biaggio Rossetti: Urbanismo renascentista, de Domingos Tavares.

27 de Maio: Edição
Como se desenha a forma de um livro?
Como se articulam os conteúdos que os caracterizam?
Como se constroem as ficções que os alimentam?

Debate com Rui Silva, Susana Lourenço Marques e Pedro Gadanho.
Seguido do lançamento do 1.º volume do bookazine
Beyond, Short Stories on the Post-Contemporary.

3 de Junho: Uso
Como se pode ler um livro?
Que estratégias para provocar a leitura?
Porque não há crítica da literatura arquitectónica em Portugal?

Debate com Nuno Brandão Costa, Godofredo Pereira e Jorge Figueira.

Os debates, seguidos por um amável beberete aperitivo, serão moderados por André Tavares.

Para efeitos de admissão na Ordem dos Arquitectos, cada sessão do ciclo de debates equivale a um crédito de «Formação opcional em matérias de arquitectura».